terça-feira, 21 de abril de 2009

estaciono o tempo
[liquefacio]
a fé impressiona o medo
[.... ,perdão]

quinta-feira, 2 de abril de 2009



existi como o homem
que nas tripas soube
deus ser uma débil mentira


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


o que fazes
quando fracasso
é só o que nos resta?

[sorris
jogas dados
pedes mais e mais
orações?]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


.
celebra o filho
é chegado o dia
aqui estamos aos montes
pés descalços e cegos
vencemos a carne e o medo
louvado sejas
hoje retornamos ao pó

terça-feira, 13 de janeiro de 2009



a terra há de ruir
sob a inclemência da chuva
dos teus olhos caída

não dos meus

.
não dos meus

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

antevi
e já não sei
crer


sexta-feira, 24 de outubro de 2008



aquilo que em mim excede
deserto sobreposto ao alvorecer
és peso indevido a desacelerar meus passos
do abismo o chão medroso que antevê a queda
deus

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ímpios
tinham no sol
um lugar pra sonhar


quinta-feira, 10 de julho de 2008


se tuas mãos desconhecem
o medo que acinzenta minhas auroras
deixa-me só
deixa-me só...

segunda-feira, 28 de abril de 2008


existe um mal que te percorre sem cessar, te acompanha noite e dia, predizendo teus passos, envenenando teus sentidos, acobertando teus erros, alcovitando teus instintos, entregando-te à preguiça e à luxúria. ímpio. enganador. mesquinho. vão. sabedor dos teus segredos, dos teus tortuosos desejos, te escorre a boca e te lambuza as mãos, te corrompe a alma e te faz impuro. cresceu contigo sem saber o que é envelhecer e agora exige um vigor que não mais tens, pobre diabo que és. ajoelha-te. expia. arrepende-te em vida. o teu corpo, cobre-o de vergonha, instrumento de mil vícios, por onde falam vozes escorregadias que te fazem rastejar em pecado, bebendo do próprio suor, servo da lascívia e da devassidão. aprende: bendito, bendito é aquele que refreia a carne, livrando-se da concupiscência de toda paixão.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

expia teus medos
exorciza tua culpa
sangra tuas auroras
pra que possas caminhar
à sombra mentirosa do pai

domingo, 16 de março de 2008


estamos sob teus pés
que desconhecem o chão
não sabendo de nós a mendicância
o incessante aviltar dos amontoados

domingo, 24 de fevereiro de 2008


nascemos mortos por dentro
homens ocos
acobertados pela fé

(horda, maldita horda é o que somos)

fugimos da vida
refugiados na esperança

que chega ao entardecer

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

vejo-me distante
seguro
entrincheirado na imensidão
do vosso esquecimento

sábado, 2 de fevereiro de 2008


já não consigo conter
a miséria do Vosso reino
invadindo-me a delicadeza
(sofro pela ausência da fé)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008


rogo por vós
porque livre estais de todo pecado
triste deus que não ousa sonhar

terça-feira, 25 de dezembro de 2007


eterno o teu adeus
que me deixou preso
entre silêncio e sombras

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

acovarda-nos com a imobilidade da esperança
semente e colheita,
a tua promessa

ratos obesos somos,
dia e noite rastejando
as migalhas dos teus pés


domingo, 21 de outubro de 2007

ao silenciares alimentas
a fé que te perpetua
e põe de joelhos
à sombra da renúncia
o amanhã dos filhos teus

domingo, 23 de setembro de 2007


alimento desta horda, deus

rumina em mim

a sanidade